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Bucket List: Cinema

Quando estreei a minha agenda de 2016, no início de Janeiro, preenchi duas páginas com a minha bucket list para este ano: as 100 coisas que quero fazer nos próximos 12 meses. Foi interessante pensar em tudo aquilo que me apetece experimentar, algumas coisas que já andam a “marinar” há imenso tempo, e também áreas que quero explorar melhor, como é o caso do cinema. Para escrever este post fui reler as minhas propostas que estão relacionadas com cinema e descobri que são 10. 10% de tudo o que quero fazer tem que ver com cinema! Faz sentido se vos disser que tenho uma lista enorme de grandes filmes que eu nunca vi e acho que até tenho um certo complexo com isso. A bem dizer, eu não achava mas depois disto… 🙂

Propus-me ver um filme de um realizador israelita, de um francês e de um iraniano. Também quero fazer uma sessão dupla no cinema e ver todos os filmes do James Bond (são 24 e eu só vi 7), para vos dar alguns exemplos. Comecei pelo filme iraniano. Fiz uma pesquisa no videoclube da vodafone e depois com o marido vimos alguns trailers e escolhemos ver “Uma Separação“.

 

Quando a sua esposa sai de casa, Nader contrata uma jovem mulher para tomar conta do seu pai doente. O que ele não sabe é que a nova empregada não só está grávida, como trabalha também sem a permissão do marido. Pouco tempo depois, Nader vê-se envolvido numa teia de mentiras, manipulação e confrontos públicos.

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Uma Separação

Gostámos imenso do filme, faz um retrato cru mas fiel da forma como nos relacionamos uns com os outros. Passa-se em Teerão mas podia passar-se em qualquer outra cidade. E aconteceu-me uma coisa que nunca tinha acontecido: o filme criou-me uma tensão enorme, não, como habitualmente, nos momentos antes do desenlace da história, mas durante quase todo o filme. É muito intenso.

“Uma Separação” é um filme de 2011, realizado por Asghar Farhadi. Foi o primeiro filme a ganhar 3 Ursos no Festival de Berlim e ganho o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2011.

Fiquei curiosa com o cinema iraniano e até já gravei outro filme que deu a semana passada na RTP2. É interessante fazer este exercício de sair da minha zona de conforto e ter a recompensa de passar bons momentos enquanto descubro outras formas de fazer cinema, novas estéticas e outras formas de pensar a vida.

 

 

 

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