Monthly Archives: Fevereiro 2016

Walnut hat https://handmadelife.wordpress.com/

Walnut hat

Este mês tive o prazer de colaborar com uma designer (de peças em crochet) e gostei bastante da experiência. Há uns meses, a Ilaria convidou as suas leitoras para testarem os seus esquemas de crochet. Eu inscrevi-me indicando a minha experiência e as minhas preferências e fui recebendo de vez em quando e-mails da Ilaria a propor esquemas para testar.

Como é que isto se processa? Recebemos o esquema, o prazo em que temos de apresentar o trabalho feito, neste caso foi uma semana, e algumas perguntas às quais devemos responder para ajudar a designer a lançar o esquema sem erros. Desta vez tive a sorte de ser das primeiras a responder e tudo se conjugou porque eu até tinha em casa um fio adequado e portanto foi só deitar mãos à obra! Fiz o gorro com o fio Baby Alpaca Silk da DROPS que comprei em tempos na Tricot das Cinco e usei uma agulha 2,5mm. Não costumo usar fios tão finos mas rendo-me às evidências: consegue-se um trabalho super delicado. E este fio em particular é super suave, é uma maravilha trabalhar com ele.

Walnut hat https://handmadelife.wordpress.com/

Gostei muito da experiência e se puder, vou voltar a participar em testes deste género. Como agradecimento pela colaboração pro bono a Ilaria enviou-me o esquema final e também o esquema de umas luvas que fazem pandant com o gorro. 🙂

Não deixem de espreitar: o blog da Ilaria, os esquemas à venda e o meu Walnut hat.

 

Inspiração: 5 às quintas

21208295055_df5cd0c9f6_c.jpgHoje inauguro uma secção aqui no blog e trago-vos algumas sugestões de coisas para verem, fazerem, lerem e provarem. Espero que gostem!

Inspirador: A DMC entrevistou Hiroko Kubota, a autora dos gatinhos mais fofos da internet 🙂

Imperdível: Paisagens assombrosas, pintadas com os dedos!

Neurónios: Nem tudo é o que parece à primeira vista.

Testado e aprovado: A receita perfeita: fácil, rápida e saudável. Faço muitas vezes e não me canso!

Mãos na massa: Renovar um móvel do IKEA em minutos e com muita pinta!

 

Bucket List: Cinema

Quando estreei a minha agenda de 2016, no início de Janeiro, preenchi duas páginas com a minha bucket list para este ano: as 100 coisas que quero fazer nos próximos 12 meses. Foi interessante pensar em tudo aquilo que me apetece experimentar, algumas coisas que já andam a “marinar” há imenso tempo, e também áreas que quero explorar melhor, como é o caso do cinema. Para escrever este post fui reler as minhas propostas que estão relacionadas com cinema e descobri que são 10. 10% de tudo o que quero fazer tem que ver com cinema! Faz sentido se vos disser que tenho uma lista enorme de grandes filmes que eu nunca vi e acho que até tenho um certo complexo com isso. A bem dizer, eu não achava mas depois disto… 🙂

Propus-me ver um filme de um realizador israelita, de um francês e de um iraniano. Também quero fazer uma sessão dupla no cinema e ver todos os filmes do James Bond (são 24 e eu só vi 7), para vos dar alguns exemplos. Comecei pelo filme iraniano. Fiz uma pesquisa no videoclube da vodafone e depois com o marido vimos alguns trailers e escolhemos ver “Uma Separação“.

 

Quando a sua esposa sai de casa, Nader contrata uma jovem mulher para tomar conta do seu pai doente. O que ele não sabe é que a nova empregada não só está grávida, como trabalha também sem a permissão do marido. Pouco tempo depois, Nader vê-se envolvido numa teia de mentiras, manipulação e confrontos públicos.

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Uma Separação

Gostámos imenso do filme, faz um retrato cru mas fiel da forma como nos relacionamos uns com os outros. Passa-se em Teerão mas podia passar-se em qualquer outra cidade. E aconteceu-me uma coisa que nunca tinha acontecido: o filme criou-me uma tensão enorme, não, como habitualmente, nos momentos antes do desenlace da história, mas durante quase todo o filme. É muito intenso.

“Uma Separação” é um filme de 2011, realizado por Asghar Farhadi. Foi o primeiro filme a ganhar 3 Ursos no Festival de Berlim e ganho o Óscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2011.

Fiquei curiosa com o cinema iraniano e até já gravei outro filme que deu a semana passada na RTP2. É interessante fazer este exercício de sair da minha zona de conforto e ter a recompensa de passar bons momentos enquanto descubro outras formas de fazer cinema, novas estéticas e outras formas de pensar a vida.